23/06, TER– 20h
Local: Teatro Sesc Glória
Av. Jerônimo Monteiro, Centro – Vitória
SOBRE O ESPETÁCULO
A ópera Die Meistersinger von Nürnberg (Os mestres cantores de Nüremberg) escrita pelo compositor alemão Richard Wagner (1813-1883), foi estreada em 1868. O Prelúdio, majestoso e solene, mas também terno e emocionante, foi construído em torno de quatro temas que se alternam até que três deles se unam em um rebuscado contraponto. O primeiro tema, em sua austeridade rigorosa e a sua eloquência ostentatória, caracteriza os Mestres. O segundo é um motivo leve e gracioso, introduzido pela flauta e evoca sentimentos amorosos. O terceiro tema traz a atmosfera do primeiro, com a pompa da corporação dos Mestres e o quarto motivo retrata o amor declarado entre dois jovens.
Da ópera Lohengrin teremos o Prelúdio e o Prelúdio do Terceiro Ato. Wagner dirigiu a estreia de Lohengrin em agosto de 1850. O prelúdio, ao invés de resumir uma ação, serve para criar uma atmosfera, trazendo o tema do Graal, exposto primeiramente pelos violinos seguidos por madeiras, trompas e cordas graves. A sonoridade se simplifica e explode em um brilhante acorde sublinhado pelas percussões, um efeito dramático eficaz, antes de a música esmaecer até desaparecer por completo. Já o Prelúdio do Terceiro Ato é triunfal e transborda de alegria. Na realidade, a música é uma marcha nupcial para os dois heróis, Lohengrin e Elsa de Brabante.
Em junho de 1865 foi estreada uma das obras primas mais admiradas em toda a história das óperas, Tristão e Isolda. No Prelúdio, Wagner utilizou seis temas. Os dois motivos fundamentais, a “declaração”, descendente, entregue aos violoncelos e o “desejo”, ascendente, murmurado suavemente pelo oboé. Cada uma das três repetições se abre com o famoso “acorde Tristão”. Outros temas que perpassam a obra são os do “olhar”, do “filtro” (filtro de morte e filtro de amor) e da “libertação pela morte”. Com todas as complexidades de uma linguagem cromática, o trecho percorre toda uma gama dos sentimentos, do paroxismo febril ao apaziguamento final. A tradição de se apresentar o prelúdio de Tristão e a ária final da ópera deu-se, desde muito cedo, pelas mãos do próprio Wagner. Chamado por ele de Transfiguração (Verklärung), o cântico entoado por Isolda diante do cadáver de Tristão revela os seus sentimentos. Nesse cântico, Isolda se projeta para uma atmosfera em que amor, dissolução, união e morte se integram. O sublime está presente. É o amor transcendente, o amor que só pode encontrar a realização através da morte.
Wagner estreou a ópera Tannhäuser em 1845. A sua abertura é construída a partir de dois temas. O primeiro, que será mais tarde o motivo do Coro dos Peregrinos, tem toda a solenidade de um coral e se desenvolve com majestade, apresentado primeiramente por clarinete, fagote e trompa. A música caminha progressivamente e explode sobre o acompanhamento animado dos violinos. A segunda parte da abertura está dominada pelo tema cromático de Venusberg, antes que toda a orquestra faça ouvir o brilhante hino de Tannhäuser. O último motivo cabe ao clarinete, antes da volta do tema dos peregrinos, que conclui a página.
ARTISTAS
Orquestra Sinfônica do Estado do Espírito Santo
Helder Trefzger, regente
Eliane Coelho, soprano
PROGRAMA
Wagner
Prelúdio, de Die Meistersinger von Nürnberg
Sehr mäßig bewegt
Wagner
Lohengrin – Prelúdio
Langsam
Wagner
Lohengrin – Prelúdio do Terceiro Ato 3
Sehr lebhaft
Wagner
Tristão e Isolda – Prelúdio e morte de Isolda “Liebestod”
Langsam und schmachtend
Wagner
Tannhauser, Overture
Andante maestoso