Série quartas e quintas clássicas

Série Quarta Clássica

12/08, QUA - 20h

Local: Theatro Carlos Gomes

R. Barão de Itapemirim, 232 – Centro, Vitória

SOBRE O ESPETÁCULO

André Prando é um dos principais artistas do Espírito Santo e aos poucos ganha espaço no cenário da música nacional independente. Cantautor, com mais de 10 anos de carreira, é dono de uma voz impressionante, performances viscerais nos palcos, canta suas composições que estimulam o pensamento crítico, inspiram amor, autoconhecimento e causam fácil identificação ao ouvinte. Identifica-se como um artista da MPB, no sentido amplo do gênero, ou na permissão experimental e mais viajante da sigla: Música Psicodélica Brasileira. Como intérprete, Prando já gravou canções inéditas de Raul Seixas, Sérgio Sampaio, versões de Belchior, Alceu Valença, além de outras parcerias com nomes importantes da música brasileira.

Cantora e compositora de Vitória, Luiza Dutra constrói sua trajetória na música brasileira unindo força vocal, sensibilidade interpretativa e sonoridade contemporânea. Iniciou sua carreira em 2018 e ganhou projeção nacional ao participar do The Voice Brasil (2021). Vencedora de quatro Prêmios da Música Capixaba, teve o show “Meu Canto” eleito Melhor Show. Seu trabalho autoral transita entre MPB, samba, pop e R&B, refletindo uma estética versátil, emocional e em constante evolução.

Inverso Ano Luz / André Prando

Uma das primeiras composições de Prando, representando um abre-alas de seu trabalho. Foi através de uma demo de “Inverso ano luz” que em 2011 o artista venceu o V Festival Prato da Casa (organizado pela Rádio Universitária ES) e fez seu primeiro show assumindo o nome artístico André Prando. 

Ode à Nudez / André Prando

Um olhar além da nudez física, buscando reconhecer e despir-se “de si”, das máscaras sociais que somos induzidos a usar como condição humana. Um abraço e uma celebração a formas não convencionais de afirmar na vida. “Ode à nudez” nos conduz a essa viagem com arranjo inspirado na exaltação de odes apoteóticas temperadas com rock. 

 O Lapidário de Pedras no Caminho / André Prando

É a jornada pessoal e o processo de autoconhecimento. “Pedras no caminho” que, simbolicamente, podemos lapidar e transformar em pedras preciosas, ressignificando a ponto de transformá-las em jóias que dão orgulho de serem exibidas. Originalmente já apresenta arranjo orquestral, começando com uma bossa nova e depois passando para uma pegada mais roqueira, até chegar num refrão swingado envolvente.

Alto Lá / André Prando

O começo singelo e doce com um assovio marcante não avisa o tapa de luva que “Alto lá” traz em sua letra. É como um conselho amigo, tranquilo, mas incisivo em reconhecer e impor limites. Originalmente a música tem um arranjo acústico e com o passar dos anos, foi ganhando um arranjo de banda ao vivo..

⁠Linha Torta / André Prando

Uma das músicas mais marcantes de Prando e que define muito bem seu primeiro álbum “Estranho Sutil” (2015). É como quem diz “não vem tentar endireitar a beleza da minha estranheza”. “Linha torta” é uma de suas primeiras composições, essencialmente um blues e apresentada com uma roupagem de rock-balada. É uma despedida e um desprendimento, sabendo que um novo ciclo com abraço mais confortável com as linhas tortas há de vir.

 Zum Zum Zum / André Prando + Guilherme Bozi + Rany Baby & Luiza Dutra 

“Zum zum zum” é um forró animado com uma letra que fala de uma paixão avassaladora – dessas que desconcentra a gente – também fala sobre lidar com a distância e vai se desenvolvendo com reflexões espirituais e existenciais. Originalmente no álbum “Iririu” (2024), Prando gravou com participação de Juliana Linhares, e nesse espetáculo recebe a participação especialíssima de Luiza Dutra.

 Choro Plebeu / André Prando

Um lamento, um choro, uma redenção ao assumir a imperfeição para fazer algo que se aprecia muito, mas não tem a expertise, como um samba. Mas ainda assim, faz. O resultado é “Choro plebeu”, que também recebe a participação especial de Luiza Dutra. 

 ⁠Patuá / André Prando + Luiz Gabriel Lopes

 “Patuá” fala da vida na estrada, uma simbologia para o que protege, o que fortalece, o que levamos, o que trazemos. É como se a própria música fosse um amuleto. Na busca de se afirmar latino-americano, nasceu um tango cigano composto na estrada, um pedaço escrito em Betim, outro pedaço na Argentina, outro pedaço em Portugal. 

 Nuvem Passageira / Hermes Aquino 

Clássico do compositor gaúcho Hermes Aquino, “Nuvem passageira” foi sucesso nos anos 70. Prando, por sua vez, gravou uma versão em seu álbum “Iririu” (2024) com participação especial de Chico Chico e se tornou sua música mais executada. 

 ⁠Fantasmas Talvez / André Prando

Aqui, Prando explora a relação entre passado e presente ao abordar temas como memórias, traumas, escolhas não resolvidas, morte e vida, ampliando o significado da canção para além do medo, incluindo também o aprendizado e a transformação ao abraçar seus fantasmas. “Fantasmas Talvez” sugere que enfrentar as próprias sombras é um processo contínuo, necessário e potencialmente libertador.  

MUITA COISA / André Prando

“Muita coisa” começa pelo fim. O fim de uma viagem, que naturalmente dá boas-vindas à algo novo. Uma música pensada para ser a última do álbum, para encerrar shows, encerrar ciclos. Algo grandioso que acabou de acontecer, uma experiência íntima que se torna coletiva ao conectar todos por um sentimento inexplicável… muita coisa. 

 ⁠Dharma / André Prando + Luiz Gabriel Lopes 

Assim como o conceito hindu por trás de dharma, o arranjo também tem doses de elementos da música oriental, tendo George Harrison como uma referência. Uma música que fala bastante sobre amizade, aprendizados, reflexões, questões filosóficas.

 

ARTISTAS

Orquestra Sinfônica do Estado do Espírito Santo

André Prando, cantor convidado

Luiza Dutra, participação especial

Helder Trefzger, regente

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

PROGRAMA

Inverso Ano Luz
Ode à Nudez
O Lapidário de Pedras no Caminho
Alto Lá
Linha Torta
Zum Zum Zum (+ Luiza Dutra)
Choro Plebeu  (+ Luiza Dutra)
Patuá
Nuvem Passageira
Fantasmas Talvez
Muita Coisa
Dharma