Série pré-estréias concertos sinfônicos

Série Concertos Sinfônicos

26/02, QUI– 20h

Local: Theatro Carlos Gomes

Praça Costa Pereira, 52, Centro – Vitória

SOBRE O ESPETÁCULO

Louise Farrenc (1804-1875), compôs duas aberturas em 1834, ambas repletas de drama. Sua habilidade em orquestração, que coloca diferentes conjuntos orquestrais em oposição e explora as diferentes texturas sonoras desses grupos, foi estudada pelo próprio mestre da orquestração, Hector Berlioz. A Abertura nº 2 em Mi bemol, tem um início dramático, em tom menor, mas a mudança abrupta para o tom maior na seção de desenvolvimento confere à história imaginada um núcleo luminoso e um final surpreendentemente brilhante.

O trompista Guilherme Catão será o solista do Concerto para Trompa nº 1, de Richard Strauss (1864-1949). A obra foi composta ainda na juventude do autor, sendo estreada em 04 de março de 1885. Dedicada ao seu pai, renomado trompista da época, os três movimentos se encadeiam sem interrupção. Escrita no estilo de “bravura”, a obra confere ao solista o papel principal, valorizando o lirismo e a versatilidade do instrumento.

O programa se encerra com Petrushka, de Igor Stravinsky (1882-1971), um balé composto em 1911 e que conta a história dos amores e ciúmes de três bonecos – fantoches, que ganham vida durante uma feira, em meio a cenas populares russas. Petrushka, uma espécie de Arlequim russo, um boneco de palha cujo corpo é feito de um saco de serragem, é apaixonado pela Bailarina mas ela o rejeita, preferindo o Mouro. A versão de 1947 revisa a orquestração original, tornando a obra mais concisa. A música de Petrushka faz parte da fase neoclássica do compositor. Muitas das melodias se baseiam em canções folclóricas russas.

Knut Andreas é o regente titular da Orquestra Sinfônica de Potsdam, na Alemanha, desde 1998. Em 2014 assumiu também o posto de regente titular da Orquestra Sinfônica Jovem de Berlim. Ele acumula ainda, desde 2021, os cargos de diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica de Piracicaba. Estudou educação musical, musicologia, regência e fagote nas Universidade de Potsdam, Leipzig e Munique. Seus mentores em regência incluem Ronald Reuter, Dorian Wilson e Werner Andreas Albert.

Natural de Guarulhos (SP), Guilherme Catão iniciou seus estudos de trompa aos 11 anos no Projeto Guri, em Santa Marcelina. Em 2016, ingressou na EMESP Tom Jobim, onde estudou com Nikolay Genov. Posteriormente, integrou a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, sob regência de Cláudio Cruz. Em 2020, foi finalista do International Orchestra Auditions Awards, conquistando o 3º lugar, e deu continuidade à sua formação com Vitor Ferreira (OSUSP) e Diego Vianna (OAF). Em 2022, ingressou na Orquestra Experimental de Repertório, sob regência de Jamil Maluf. Desde 2023, é trompista da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo (OSES), além de atuar na música de câmara como membro do Quinteto 5 Linhas.

ARTISTAS

Orquestra Sinfônica do Estado do Espírito Santo
Knut Andreas, regente
Guilherme Catão, trompa

PROGRAMA

Louise Farrenc
Abertura n.º 2, em Mib
Andante maestoso/Allegro

Richard Strauss
Concerto para trompa n.º 1, Op. 11
Allegro/Andante/Allegro

Igor Stravinsky
Petrushka (versão 1947)
Primeira parte: A feira de carnaval (Vivace)
Segunda parte: Petrushka (Impetuoso)
Terceira parte: O mouro (L’istesso tempo)
Quarta parte: A feira de Carnaval e a morte de Petrushka (Tempo giusto)