Série sinfônica no parque

Série Sinfônica no Parque

03/05, DOM– 11h

Local: Parque Botânico da Vale

Av. dos Expedicionários, s/n – Jardim Camburi, Vitória

SOBRE O ESPETÁCULO

O Idílio de Siegfried, de Richard Wagner (1813-1883), tem um caráter íntimo e lírico, tendo sido composto como um presente para a sua esposa Cosima, após o nascimento do filho Siegfried. Escrita para pequena orquestra, a música tem caráter sereno e afetuoso, contrastando com o drama de suas óperas, revelando um lado delicado e contemplativo do compositor. Na seção de abertura se reconhece o tema da “imortal bem-amada”, tirado de Siegfried e cantado pela flauta.

O Romance em Fá maior para viola e orquestra, op. 85, pertence a um grupo de obras compostas entre 1909 e 1911 para intérpretes que eram próximos de Max Bruch (1838-1920). Assim como seu contemporâneo Brahms, Bruch pertencia a uma escola de composição que buscava expandir os gêneros estabelecidos por Haydn, Mozart e Beethoven, que escreveu dois Romances para violino solo e orquestra que servem como “modelos do equilíbrio entre lirismo e virtuosismo que pode ser encontrado em obras posteriores”, incluindo o Romance op. 85 de Bruch. A distinção entre a escrita lírica e a virtuosa pode ser vista claramente na estrutura ternária clássica que Bruch emprega nesta obra, que também utiliza elementos do folclore, especialmente o segundo tema, apresentado em notas duplas pela viola solo.

A compositora e pianista Juliana Ripke (1988) é doutora e mestre em musicologia pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) e bacharel em piano pela Faculdade Cantareira. Suas composições têm sido estreadas por importantes corpos artísticos nacionais e internacionais. A sua obra Carrega-me contigo no amanhã é baseada em um ciclo de poemas de de Hilda Hilst. É uma celebração da força e delicadeza do feminino.

Serge Prokofiev (1891-1953) escreveu a sua ópera O Amor das três laranjas em 1921, Posteriormente ele organizou uma suíte com alguns trechos significativos, dentre eles a célebre Marcha, que serve de intermédio entre dois quadros do primeiro ato, quando o príncipe doente é levado para assistir aos divertimentos que deveriam curá-lo. O ritmo é marcado por uma regularidade e uma secura metronômicas, e os timbres das madeiras e do trompete predominam.

Encerramos o programa com a Abertura-Fantasia Romeu e Julieta, também de Tchaikovsky, estreada em 04 de março de 1870. A obra é inspirada na tragédia de Shakespeare e retrata musicalmente seus personagens e emoções. A obra apresenta o conflito entre as famílias rivais, a delicadeza do amor de Romeu e Julieta, em um célebre tema lírico, e um desfecho intenso e trágico. Com forte carga emocional, contrastes dramáticos e orquestração expressiva, é uma das páginas sinfônicas mais populares do compositor.
Rodney Silveira

Rodney Silveira é Primeira Viola da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo desde 2016, celebrando em 2026 dez temporadas à frente do naipe. Formado pelo Conservatório Brasileiro de Música e Licenciado em Música pela Unimes, integrou a Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem e participou de relevantes festivais e masterclasses no Brasil e no exterior, tendo aulas com destacados professores de viola do país e internacionais. Dedica-se à música de concerto e à música de câmara, sendo integrante da Camerata SESI-ES e do Quarteto Bratya. Ao longo de sua trajetória, tem colaborado com diversas orquestras brasileiras e mantido atuação constante em concertos e projetos musicais.

ARTISTAS

Orquestra Sinfônica do Estado do Espírito Santo
Rodney Silveira, viola
Helder Trefzger, regente

PROGRAMA

Richard Wagner
Siegfried Idyl
Ruhig bewegt

Max Bruch
Romanze, Op. 85, para viola e orquestra
Andante con moto

Juliana Ripke
Carrega-me contigo no amanhã
(Canções sem palavras nº 1)

Serge Prokofiev
O Amor das Três Laranjas: Marcha
Tempo di marcia

Piotr Ilitch Tchaikovsky
Abertura-Fantasia Romeu e Julieta
Andante non tanto quasi moderato